O diagnóstico do autismo é feito basicamente através da avaliação direta do quadro clínico. Não existem testes laboratoriais específicos para a detecção do autismo. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade.

Os principais critérios atuais para o diagnóstico do TEA é o DSM 5, oficialmente publicado em 18 de maio de 2013, sendo esta a mais nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Com mudanças expressivas nos critérios diagnósticos do autismo, a partir desta edição então, se adotou o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) como categoria diagnóstica. Dessa forma, transtorno autista, transtorno de Asperger, transtorno degenerativo da infância e transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação, passaram a ser considerados TEA (DSM V, 2013). O TEA atualmente é considerado uma díade, uma vez que, pelo DSM 5, teremos apenas duas áreas principais: comunicação e seus déficits e os comportamentos fixos ou repetitivos. De acordo com a intensidade eles passam a ser classificado como leve, moderado ou grave, facilitando assim o diagnóstico. No que se refere à Classificação Internacional de Doenças (CID-10) a definição para a Síndrome do Autismo permanece a mesma.

 Os critérios diagnósticos do Transtorno de Espectro do Autismo, segundo o DSM 5 (APA, 2014) são:

1) déficits persistentes na comunicação social e nas interações, clinicamente significativos manifestados por: déficits persistentes na comunicação não-verbal e verbal utilizada para a interação social; falta de reciprocidade social; incapacidade de desenvolver e manter relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento.

2) padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos dois dos seguintes: estereotipias ou comportamentos verbais estereotipados ou comportamento sensorial incomum, aderência excessiva à rotinas e padrões de comportamento ritualizados, interesses restritos.
3) Os sintomas devem estar presentes na primeira infância (mas podem não se manifestar plenamente, até que as demandas sociais ultrapassem as capacidades limitadas).

4) Os sintomas causam limitação e prejuízo no funcionamento diário.
O DSM 5 também sugere o registro de especificadores: Com ou sem Deficiência intelectual, com ou sem comprometimento da linguagem concomitante, associado à alguma condição médica ou genética conhecida, ou a fator ambiental, associado a outro transtorno do desenvolvimento, mental ou comportamental, com catatonia.

Atualmente o TEA é dividido em graus e sua gravidade é baseada na tabela abaixo:

NÌVEL DE GRAVIDADE COMUNICAÇÂO SOCIAL COMPORTAMENTOS REPETITIVOS E RESTRITOS
Nível 3

“exigindo apoio muito substancial”

Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal causam prejuízos graves de funcionamento, limitação em iniciar interações sociais e resposta mínima a aberturas sociais que partem de outros. Inflexibilidade de comportamento, extrema dificuldade em lidar com a mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos interferem acentuadamente no funcionamento em todas as esferas. Grande sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações.
Nível 2

“exigindo apoio substancial”

Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal, prejuízos sociais aparentes mesmo na presença de apoio, limitação em dar inicio a interações sociais e resposta reduzida ou anormal a aberturas sociais que partem dos outros. Inflexibilidade do comportamento, dificuldade de lidar coma mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos aparecem com frequência suficiente para serem óbvios ao observador casual e interferem no funcionamento em uma variedade de contextos. Sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações.
Nível 1

“Exigindo apoio”

Na ausência de apoio, déficits na comunicação social causam prejuízos notáveis. Dificuldade para iniciar interações sociais e exemplos claros de respostas atípicas ou sem sucesso a aberturas sociais dos outros. Pode aparentar pouco interesse por interações sociais. Inflexibilidade de comportamento causa interferência significativa no funcionamento em um ou mais contextos. Dificuldade em trocar de atividade. Problemas para organização e planejamento são obstáculos à independência.

 

Referencia Bibliográfica:
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM 5. Tradução de Maria Inês Correa Nascimento et al; revisão técnica Aristides Volpato Cordiolo. 5. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2014.